Plano B – como gerenciar os efeitos de crises externas que afetam seu trabalho

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Atualmente vemos uma mudança drástica da relação entre colaboradores e empreendedores e o mercado em geral.

Empregos pujantes há 20 anos, como era o caso de engenheiro civil, secretária e corretor de imóveis, simplesmente estão em crise, por conta da falta de investimento nas áreas correlatas e/ou a absorção das funções por outros funcionários, robôs ou aplicativos.

Se você se sente ameaçado por uma dessas crises ocasionadas por questões externas ao seu ambiente profissional, é hora de pensar num plano B.

A crise que não é só financeira

Na área da construção civil, a crise não é só financeira, mas moral (ou política), e está fazendo estancar os aportes de capital e causando a consequente derrocada nos negócios. As oportunidades de trabalho para engenheiros, corretores, decoradores, entre outros, sumiu.

Já as secretárias estão sendo substituídas, em parte, por eficientes aplicativos que agendam viagens, reservam hotéis, fazem contatos instantâneos entre pessoas, pagam contas, etc. As demais tarefas são absorvidas por profissionais menos qualificados.

Além disso, outras profissões também estão enfrentando desafios:

Advogados e Juízes têm sido substituídos por mediadores, árbitros e conciliadores. Médicos e personais trainers, por aplicativos,

Psicólogos por blogs, livros e chats de autoajuda.

 – Aqui não entraremos nos méritos das escolhas, mas que elas estão mudando a perspectiva de carreiras, é uma realidade inegável.

As crises não são produtos só da falta de investimento, mas principalmente da mudança de hábitos de consumo e novos comportamentos, em decorrência do avanço da tecnologia.

Plano B

Quando estamos diante de um “beco que parece sem saída”, a tendência é bater o desespero e buscarmos uma solução imediata, muitas vezes dispondo de recursos poupados durante uma vida toda, num impulso insensato que parece ser movido pela razão, mas na verdade não o é, e o que era ruim pode ficar ainda pior.

Nessa hora, é melhor abrir a cabeça, pensando acima dos problemas e vislumbrando as oportunidades disfarçadas em ameaças, mas também se permitir refletir, estudar bem o que lhe aparece e tomar riscos calculados.

Soluções mal formuladas em estado de ansiedade e medo tendem a nos conduzir por caminhos  tortuosos.

Menina no escuro olhando pela luz na janela
Reflita. Abra a cabeça. Olhe para fora.

A história de Marcos

Marcos era um executivo que estava acostumado com ambientes sofisticados, ternos sob medida e perfumes franceses, bônus  por produtividade e bons salários.

Após  10 meses desempregado e vendo mirrar suas economias, resolveu empreender.

Não sabia o quê buscar e lhe caiu “no colo” uma proposta de ganhos altos e retorno rápido de investimentos.

Tratava-se de uma granja, num bairro afastado.

Sem nenhum preparo ou o mínimo conhecimento sobre o assunto, ele resolveu arriscar tudo.

Da noite para o dia teve de lidar com uma realidade inimaginável na sua vida:

  • limpar galinheiros,
  • atender  a um público completamente estranho,
  • lidar com culturas e paladares que ele desconhecia,
  • cobrar em dinheiro e dar troco (ele só usava cartão de débito e crédito ou aplicativo do banco)
  • e o que era pior-  matar frangos, galos e galinhas.

Em menos de um ano, estava esgotado, com a autoestima destruída e o casamento em ruínas.

Acabou fechando o estabelecimento, vendendo os equipamentos a preço de banana e dizimando o pouco que sobrara de suas economias.

O fim do casamento foi apenas uma consequência.

Pode parecer exagero, o nome é fictício,  mas a história é real.

Reinventando-se

As mudanças estão tão rápidas que nem ao menos temos consciência de sua extensão.

Coisas inaceitáveis há alguns anos, estão virando rotina, como o home office, por exemplo. E se muitas profissões estão sumindo, outras estão nascendo – ou mudando de status, como é o caso de alguns hobbies.

Foi assim que Marcos, depois de falir, perder todo o dinheiro  e se mudar para a casa dos pais, após a separação, descobriu que poderia tirar seu sustento de um passatempo.

Ao voltar para o seu antigo quarto – agora com wifi – ele se enfiou nos games, a beira de uma depressão. A única coisa que lhe sobrara foi o seu Playstation.

Horas e horas passadas na frente da tv , com fone de ouvido e manuseando os controles – jogando remotamente – fez com que ele se atualizasse, encontrasse amigos virtuais, e até fosse chamado para participar de podcasts e tutoriais de jogos.

Seu talento começou a chamar a atenção de alguns fabricantes e em poucos meses ele estava contratado por um grande desenvolvedor de games, para testar lançamentos e apoiar na atualização de antigos produtos.

Às vezes o plano B não está onde procuramos, ou os acontecimentos o tornam obsoleto ou inócuo, no momento em que necessitamos deles.

Às vezes o plano ideal está abaixo do nosso nariz e era algo que poderíamos já ter feito, pouco a pouco, sem cobranças nem pretensões, até que se tornasse sustentável, e uma segunda fonte de renda.

Gerenciar suas emoções e quebrar paradigmas: esse é o plano B

O farol da tecnologia está iluminando estradas insólitas enquanto profissões inabaláveis estão  minguando nas sombras.

Aliado a isso, a questão da Previdência promete ser indefinidamente o calcanhar de Aquiles de todos nós. Quem pode garantir como será o futuro?

Por isso, ao pensar no plano B, quebre seus paradigmas. Volte pra dentro e pergunte a si mesmo: Qual ocupação lhe realizaria a ponto de poder fazê-lo até de graça?

A resposta para essa pergunta pode ser o seu plano B.

E você não precisa estar na “Rua da Amargura” para começar.

Se você está bem, seguro e realizado, essa é a melhor hora para responder a essa pergunta, desde que consiga sair da sua zona de conforto e ser honesto com você mesmo.

Se você está angustiado, e vendo o seu ambiente e status profissional desabar, tente manter o controle emocional e responder a essa pergunta sem pré-conceitos.

Enquanto você dorme tranquilamente sobre um colchão de estabilidade, ou passa as noites no mais profundo pavor, o mundo e a tecnologia estão abrindo portas onde não tem nem paredes.

Respire fundo, olhe para o horizonte e busque o seu plano B sem velhas receitas, mas com novas ideias.

Quer dividir conosco as suas opiniões sobre esse tema? Deixe sua mensagem nos comentários.

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